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Bill de Blasio, durante convenção do Partido Democrata em New Hampshire Foto: Scott Eisen / AFP / 07-09-2019
Bill de Blasio, durante convenção do Partido Democrata em New Hampshire Foto: Scott Eisen / AFP / 07-09-2019




NOVA YORK — O prefeito de Nova York, Bill de Blasio , confirmou nesta terça-feira que abandonará sua candidatura à indicação democrata para as eleições presidenciais de 2020. De Blasio, que em maio fora o 24 o membro do partido a anunciar que concorreria à vaga, vinha tendo maus resultados nas pesquisas eleitorais mais recentes, ficando com 1% ou menos nas intenções de voto. Com sua saída, 19 democratas continuam em busca da nomeação.
O fim da candidatura do prefeito nova-iorquino, que continuará a liderar a cidade por mais dois anos, foi anunciado durante uma entrevista ao canal de televisão MSNBC e, em seguida, confirmado em um artigo para o site do canal.
— Eu sinto que contribuí como podia para essas primárias e, claramente, não é a minha hora — ele disse, durante entrevista ao programa "Morning Joe". — Eu vou encerrar minha campanha presidencial e continuar a trabalhar como prefeito de Nova York e continuar a defender os trabalhadores.
A decisão veio após ficar evidente que De Blasio não iria conseguir se qualificar para o quarto debate democrata, no mês que vem — ele já não havia conseguido participar do terceiro, que ocorreu na semana passada — e que não teria fundos para continuar a concorrer à Presidência.
Para participar dos debates, cada candidato precisaria conseguir ao menos 2% das intenções de voto em quatro pesquisas qualificatórias e reunir ao menos 130 mil doadores individuais. Uma pesquisa divulgada na quarta-feira, realizada pela NBC e pelo Wall Street Journal, mostrava o prefeito marcando apenas 1%.
A desistência de De Blasio foi comemorada com ironia pelo presidente Donald Trump, que tuitou:
"Oh, não, grandes notícias políticas, talvez a maior história em anos! O prefeito em meio período de Nova York, Bill de Blasio, que estava com zero intenção de votos nas pesquisas, mas tinha um tremendo potencial de crescimento, saiu da corrida eleitoral. Nova York está arrasada, ele está voltando para casa!"

O prefeito focou sua campanha na tentativa de melhorar a vida dos trabalhadores, propondo medidas que garantiam licenças médicas e remuneradas, além do aumento dos impostos sobre os mais ricos. Ele tentou se posicionar como o democrata mais apto a enfrentar Trump, ressaltando que, como prefeito de Nova York, já enfrentou o presidente, ex-morador da cidade, em uma série de temas. Nada disso, entretanto, funcionou.
Até mesmo os sucessos de sua candidatura foram seguidas por impasses. Após ser elogiado por sua boa performance no primeiro debate presidencial, o prefeito de Nova York citou o revolucionário Che Guevara em um comício em Miami, onde há uma forte comunidade cubana contrária ao regime do país caribenho. Em julho, quando um apagão deixou 72 mil nova-iorquinos sem luz em Manhattan, De Blasio estava em um evento de campanha em Iowa e demorou para voltar para a cidade — sendo amplamente criticado.
Desde o início, a campanha de De Blasio, que não poderá mais concorrer à reeleição como prefeito, foi vista como incerta, não decolando nem em Nova York, onde sua popularidade é bastante baixa. Durante a especulação sobre sua candidatura, surgiram panfletos nas proximidade de sua academia, no Brooklyn, o implorando para não concorrer — uma pesquisa realizada na ocasião pela Universidade de Quinnipiac mostrava que 1 em cada 4 cidadãos da cidade concordavam com o pedido. O Globo.
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