Menino indígena é a 1ª criança vacinada contra Covid-19 no país


Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos que mora no estado de São Paulo, onde faz tratamento para uma doença genética, é a primeira criança a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil
Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos que mora no estado de São Paulo, onde faz tratamento para uma doença genética, é a primeira criança a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil
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Foto: Nelson Almeida/AFP

primeira criança vacinada contra a Covid-19 no Brasil é Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos que mora no estado de São Paulo, onde faz tratamento para uma doença genética. Ele foi imunizado nesta sexta-feira (14), no Hospital das Clínicas, em cerimônia que aconteceu às 12h. 

Davi nasceu em uma tribo xavante no estado de Mato Grosso e se mudou para Piracicaba (SP) há um ano para se tratar no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Por causa do problema, ele tem dificuldades para andar, por isso usa uma prótese.

O ato da vacinação, que foi conduzido pelo governador João Doria (PSDB-SP), marcou o início da imunização infantil para crianças de 5 a 11 anos, após semanas de resistência do governo Jair Bolsonaro (PL), que se contrapôs à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na questão.

Nesta primeira etapa da campanha, a recomendação do Plano Estadual de Imunização de São Paulo é que os municípios priorizem as crianças de 5 a 11 anos com comorbidades, deficiência, indígenas e quilombolas. Daí a escolha de Davi para ser o primeiro a receber a vacina.

O garoto indígena é filho do cacique xavante Jurandir Siridiwe. Durante nove meses, ele viajou mensalmente com menino para a capital paulista para que ele se submetesse ao tratamento

Com a mudança para São Paulo, Davi foi levado para a casa de uma tutora em Piracicaba que o acompanha nas consultas rotineiras que faz no HC, com médicos das áreas de reabilitação e neurologia.

caso do menino é estudado pelos especialistas do Instituto da Criança, que procuram identificar as razões pelas quais ele perdeu parte dos movimentos das pernas. Os profissionais também fazem um estudo genético completo com ele, já que na tribo há outras crianças com sintomas similares.

Fonte: O Tempo


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