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Sem verba, projetos para recuperação de Desastre de Mariana estão suspensos


Sem verba, projetos para recuperação de Desastre de Mariana estão suspensos
Foto: Raquel Freitas / G1
Os 28 projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) estão parados por falta de verba. Todos eles foram criados em prol da recuperação da Bacia do Rio Doce, atingida com a tragédia de Mariana, em novembro de 2015.

Segundo informações do G1 MG, entre as propostas aprovadas, estão a reconstrução dos distritos através de tecnologias sociais, estudos de impactos nas escolas no campo, monitoramento químico do Rio Doce e remoção de arsênio e manganês da água para uso humano e animal. Aberto meses após o crime ambiental, o edital é de R$ 4 milhões.

De acordo com a publicação, a Fapemig liberou a primeira parcela dos recursos, mas não há previsão de quando o restante do dinheiro será obtido, já que a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) ainda não aprovou a verba. "Diante das dificuldades financeiras do estado, o Comitê de Fluxo Financeiro da SEF não liberou para a Fapemig recursos suficientes para pagamento do valor total de R$ 1.925.292,48, referente a segunda parcela da chamada", esclareceu a fundação em nota.

Ouvida pelo portal, a professora Andréa Luisa Zhouri Laschefski, que coordena o projeto "O Desastre e a Política das Afetações: Compreensão e Mobilização em um Contexto de Crise", criticou o governo de Minas Gerais. "O estado está em dívida conosco. Os projetos estão parados. A gente sente que não há um compromisso do estado com as vítimas", comentou.

Outro professor, Ricardo Fiorotti, da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), desistiu de dar prosseguimento a seu projeto. A ideia era usar o rejeito de minério de ferro na produção de cimento. "Eu tive uma verba aprovada. Mas, no entanto, a proposta que eu fiz sofreu um corte na execução. A comissão avaliadora propôs um valor que era o terço do necessário. Aí eu preferi não seguir adiante", afirmou.

A TRAGÉDIA
O desastre de Mariana, como ficou conhecido o crime ambiental, ocorreu em 5 de novembro de 2015. O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco provocou uma enxurrada de lama, que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, no município de Minas Gerais. Além disso, 19 pessoas morreram (lembre aqui).

Bahia Notícias.
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