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"Final do Século", entre Boca e River, começa neste sábado em La Bombonera

EFE/Juan Ignacio Roncoroni


A decisão da Taça Libertadores de 2018, que vem sendo chamada de "Final do Século" por colocar frente a frente Boca Juniors e River Plate, os dois maiores rivais do futebol argentino, terá início neste sábado com a disputa da partida de ida no estádio La Bombonera.
Será a primeira vez que duas equipes da Argentina se enfrentarão na eliminatória que define o campeão do principal torneio interclubes da Conmebol. Antes disso, só houve duas outras finais "100% nacional", em 2005, quando o São Paulo bateu o Atlético-PR, e no ano seguinte, em que o Tricolor paulista foi superado pelo Internacional.
A partir das 18h (de Brasília), todos os olhares estarão voltados para a Bombonera, que receberá apenas torcedores da equipe mandante por questões de segurança. As autoridades argumentaram que teriam que reduzir a capacidade do estádio ou não poderiam garantir a integridade do público.
Cada um dos times sofreu apenas uma derrota na competição até agora. Os 'Xeneizes' perderam para o Palmeiras, ainda na fase de grupos, mas deram o troco ao eliminar o Alviverde nas semifinais. Já os 'Millonarios' foram batidos pelo Grêmio, por 1 a 0, também pela semi, na partida de ida, mas venceram a volta por 2 a 1 e passaram para a decisão.
Após o desempenho ruim da seleção nacional na Copa do Mundo, com uma eliminação para a França nas oitavas de final, o Superclássico recolocou o futebol argentino como destaque positivo, como destacou o técnico do Boca, Guillermo Barros Schelotto.
"Sabemos disso, e acho que não foi dado o devido destaque que tanto River quanto Boca puseram o futebol argentino (em nível de clubes) em um nível no qual jamais havia estado. Um futebol argentino que em nível de seleção nos últimos anos foi muito castigado, em nível individual, e a própria seleção pelos resultados", comentou Schelotto em entrevista coletiva.
"Acredito que hoje Boca e River chegaram a um degrau que é importante destacar. Aconteça o que acontecer nestas finais, pusemos o futebol argentino no topo. Hoje o mundo fala desta final, e a verdade é que se trata de uma grande conquista", acrescentou.
No River, o treinador Marcelo Gallardo também considera que não se trata de uma partida qualquer. Mas, ao mesmo tempo, quis passar uma mensagem de paz aos torcedores.
"Além do fato histórico de enfrentarmos um rival de toda vida, em um acontecimento único, é um espetáculo esportivo, temos que vivê-lo assim. Transmitamos que é um jogo de futebol que tem várias matizes, mas não precisa passar disso", destacou Gallardo.
"Acredito fervorosamente que temos que pensar que isso é um espetáculo esportivo único, não passa disso. Não é vida ou morte, é uma mensagem errônea isso, muito ruim para a nossa sociedade", completou.
A equipe anfitriã tem apenas um desfalque certo, o goleiro Andrada, que ainda se recupera da fratura de mandíbula sofrido em choque com o zagueiro Dedé, do Cruzeiro, pelas quartas de final da Libertadores. O meio-campista Pablo Pérez vem sentindo dores musculares, mas dificilmente ficará fora.
No River, o meia Ponzio está fora por contusão, e há mistério em relação ao substituto. Zuculini e Fernández são as opções. Além disso, Gallardo cumprirá suspensão, e quem comandará o time do banco será o auxiliar Matías Biscay.
Prováveis escalações:.
Boca Juniors: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios, Pablo Pérez (ou Almendra); Pavón, Villa e Ábila (ou Benedetto). Técnico: Guillermo Barros Schelotto.
River Plate: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Palacios, Enzo Pérez, Zuculini (ou Fernández) e Martínez; Pratto e Borré. Técnico: Matías Biscay.
Árbitro: Roberto Tobar (Chile), auxiliado pelos compatriotas Christian Schiemann e Claudio Ríos. Julio Bascuñan (Chile) será o responsável pelo VAR.
Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires.

                                        Agencia EFE.
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